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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Sobre dragões na história de Em Busca do Reinado

Gorarrur: o maior dragão de Em Busca do Reinado

Falar sobre dragões é uma tarefa bastante complicada, pois são seres presentes em várias mitologias e com significados diversos, a depender da cultura em que estão inseridos. Pessoalmente, eu gosto da ideia dos dragões maléficos, fortes, quase indestrutíveis, com tamanhos titânicos e garras amedrontadoras. Contudo, quem ler mais sobre dragões vai verificar que esta concepção não é uma unanimidade.

Por isso é que neste texto vou falar sobre dragões dentro da concepção de Em Busca do Reinado: como eles surgiram no universo da minha história, quais são as características deles e por que eu os concebi desta maneira.

5 coisas que Em Busca do Reinado mostra sobre dragões


Como escritor e amante da literatura fantástica, eu não poderia deixar de inserir dragões na minha história.  Assim, eu busquei uma maneira muito particular de justificar a personalidade e a existência dessas criaturas no meu universo. Vamos conhecer?

1 - Dragões titânicos, sim!

Dragões com medidas colossais não são uma unanimidade no mundo da Fantasia. Consta que o Pai da Literatura Fantástica moderna, J.R.R. Tolkien, considerava que um dragão de respeito teria em torno de 6 metros. Representações de dragões famosos das histórias de Tolkien, como Smaug, tanto em ilustrações quanto na adaptação de O Hobbit feita pelo cineasta Peter Jackson, contrastam com a visão do autor.

Os fundadores do canal do YouTube Tolkien Talk defendem a visão do criador de O Senhor dos Anéis, dizendo que seis metros já é uma dimensão aterrorizante para um ser forte, inteligente e que cospe fogo. Entretanto, na minha visão, essas medidas não dão conta do horror e da imponência que uma criatura como esta provoca.

Na história de Em Busca do Reinado, os dragões são enormes. Gorarrur, o maior que aparece na trama, chega a medir 100 metros de altura da base da pata até o topo dos chifres na cabeça. E essa medida nem é exagerada. Balerion, do universo fantástico de George R. R. Martin, chega a 160 metros de comprimento. Outro gigante da saga dos Targaryen é Vhagar, com cerca de 90 metros. 

Na série infantil “Como Treinar o Seu Dragão” há outros colossais, como a Besta Implacável (158 metros) e Morte Rubra (121 metros). Mas nenhum é maior que o Asa Eterna, que teria em torno de 400 metros e costuma ser confundido com uma ilha ou até uma montanha!

2 - Dragões gigantes fazem sentido, sim

Há quem diga que criaturas tão gigantes não fariam sentido algum. Além de praticamente imortais (vou tratar disso adiante), eles desrespeitam todas as leis da física ou biologia.

Bom, em primeiro lugar é preciso lembrar que estamos falando de histórias fantásticas e esses mundos têm que ter sentido apenas dentro deles, mesmo que tomem liberdades científicas bem escancaradas. Tendo essa premissa, gostaria de justificar o meu pensamento sobre a relação dessas criaturas com as outras que habitam no mesmo planeta.

Vejamos o ser humano. Não podemos dizer que nós somos criaturas lentas. Quando assistimos aos Jogos Olímpicos, por exemplo, temos exemplos fascinantes de pessoas que superam seus próprios limites em termos de velocidade e destreza. Entretanto, qualquer atleta diante de um pernilongo, de uma mosca ou de uma formiga pode ter dificuldade em matá-las. Quer dizer, nossa escala diante de outros animais da natureza nos torna mais lentos, mas isso não significa que somos lentos, de fato. 

E se compararmos uma formiga com uma girafa, por exemplo, teremos uma diferença de tamanho ainda mais brutal. Neste caso, é óbvio que a girafa é indiscutivelmente mais lenta que a formiga. Ainda assim, não existe garantia de que, mesmo pisando na formiga, a girafa consiga matá-la em um solo desnivelado e fofo. Ou seja: sorte da formiga, ainda que muito menor!

Então, diante de criaturas titânicas, ainda que a nossa chance dependa da sorte, ela existe e, dentro de um mundo fantástico, faz sentido, sim!

3 - Dragões só em Tedawer Lorcb

Histórias sobre dragões convivendo no nosso mundo com seres humanos espalham-se em diversas histórias de fantasia, principalmente infantis. Mas no universo de Em Busca do Reinado isso não é possível. Lá eles vivem exclusivamente em Tedawer Lorcb, um continente separado de nós após Righi tentar tomar para si o Diamante Negro, pedra que ele deveria proteger e que concentra as forças destrutivas do planeta.

Quando Grahan usa o Diamante Branco (que concentra as forças leves da Terra) para impedir que o planeta seja destruído, ele desloca aquela região no tempo-espaço, criando o continente de Tedawer Lorcb. O nosso mundo continua a existir, mas essa terra deslocada sofre as consequências da violação dos Diamantes.

Uma dessas consequências é o surgimento dos dragões. Eles são um dos seres destrutivos que passam a existir pelo desequilíbrio causado por Righi. Ao longo da história, acabamos verificando que, aos poucos, do Vazio onde está preso e por meio de seus servos que também surgiram por conta desse desequilíbrio, os dragões começam a ser usados para os propósitos do ex-guardião do Diamante Negro.

4 - Sobre dragões imortais

Dragões são difíceis de matar, sim, mas não são imortais. No universo de Em Busca do Reinado, eles têm um couro rígido e quase indestrutível, ainda que não uniforme; quer dizer, há regiões na couraça em que ela é mais fina. São criaturas violentas e fortes, mas podem ser mortos por magia. Ou seja, um ser humano comum com armas comuns não tem capacidade de liquidar uma criatura dessas, mas com um artefato mágico ou, em vez de um ser humano, uma criatura com poderes mágicos, o dragão pode ser destruído sem problemas.

De novo faço uma relação com a natureza. Um pernilongo não é capaz de matar um ser humano. Mas se ele for um mosquito da dengue, a patologia que ele carrega pode derrubar uma pessoa. Outras criaturas em escala muito menor que o ser humano também dão conta de matá-lo: aranhas, abelhas (para os alérgicos) e escorpiões. Ou seja, diante da circunstância correta, um animal bem menor pode acabar com um muito maior que ele, sim.

5 - Dragões irracionais?

No universo de Em Busca do Reinado, pode até parecer que os dragões são criaturas irracionais. Mas, na verdade, eles apenas têm o instinto de caça, como teria um jacaré, uma onça ou um leão. Claro, movidos pela força maligna que há neles, normalmente a caça que eles fazem é concentrada no que representaria a força inimiga de Righi, o responsável pelo surgimento desses animais. 

Vale destacar que, embora isso não esteja claro no livro, os dragões de Em Busca do Reinado vivem em uma espécie de túnel subterrâneo que liga a Montanha dos Seis Picos com a Cordilheira Sombria. Os moradores da Cordilheira Sombria, inclusive, vivem amedrontados por conta de sombras estranhas que cruzam os céus. Eles acreditam que precisam criar o dobro de animais (cabras, ovelhas e bois) para entregar em oferenda aos deuses e não morrerem. A associação que eles fazem é dessas “sombras no céu” e o castigo dos deuses.

Na verdade, o que os atormenta (sem que eles vejam ou saibam) são os dragões, que se alimentam das criações desses povos. Quem sabe algum dia eu não crie um conto para detalhar essa história, não é mesmo?

Falar sobre dragões é sempre um fascínio

Eu sou maravilhado por essas criaturas e me sinto muito feliz por poder ter criado regras da natureza específicas da minha história para comportar a existência dessas criaturas. Espero que você tenha gostado de conhecer mais sobre dragões de Em Busca do Reinado e a minha lógica para as decisões criativas que tive ao incluí-las no meu universo.

Se você gostou do conteúdo, deixe o seu comentário. E, claro, se quiser saber tudo sobre Em Busca do Reinado, basta falar comigo ou acompanhar o blog que, cada vez mais, pretendo detalhar essas questões periféricas da história neste canal.

Este post foi originalmente publicado no blog de Em Busca do Reinado.

domingo, 5 de agosto de 2018

Blog Em Busca do Reinado

Quem me vê ausente daqui acha que eu estou pouco me lixando para a minha vida na blogosfera, certo? Bom, não é exatamente verdade, embora eu também não esteja cumprindo minha meta de atualizações semanais.

Acontece que, ainda que O Andarilho esteja um tanto desatualizado, eu tenho me dedicado ao blog de Em Busca do Reinado. Pois é, pessoal. Se vocês não sabem — ou sabem mais ou menos — eu tenho tentado dividir minha rotina atribulada com o processo de divulgação do meu livro. E tenho falhado miseravelmente, infelizmente, apesar dos meus esforços.

Então, quando tenho um tempo disponível, eu corro para atualizar o blog do livro, até porque ele vai me ajudar tanto a vender os exemplares que eu tenho estocado aqui em casa quanto a formar leitores para conseguir lançar a segunda parte da história, que está em desenvolvimento.

Então, peço para que vocês me perdoem a ausência. E se a saudade bater, é só passar pelo blog de Em Busca do Reinado e me ajudar a divulgá-lo, até porque isso é bem importante para mim.

Sempre que possível, acreditem, darei uma passada aqui para trocar algumas palavrinhas com vocês. Em ano de eleições, certamente temos muito a debater. Mas isso é assunto para outra hora, com mais tempo.

E já que eu falei o post todo do meu livro, se você ainda não tem seu exemplar, confere aqui onde você pode adquirir!

A gente se fala!


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

O meu balanço de 2017


O mundo todo já está com o primeiro pé em 2018. Li muito por aí que a virada de ano é um período que não significa nada porque o tempo e a marcação de dias, meses e anos é apenas uma convenção humana. Assim, o passar das horas não tem poder de mudar nada o rumo das coisas. Eu não penso dessa maneira.

É verdade que, para muitos, existe uma questão mística envolvendo o início de um novo ano. Algo a ver com ciclos ou coisa do tipo. Mas para além disso eu acredito que novos anos tragam possibilidades simplesmente porque eles são usados para marcar situações importantes na vida. Vou dar exemplos para me fazer ser melhor compreendido.

Um ano novo pode significar o ano do fim de um ciclo de estudos (formatura). Ou mesmo o início de um período letivo. Até mesmo o retorno ou retomada dos estudos. Os anos demarcam a duração de governos, que impactam diretamente na nossa vida (este 2018, aliás, será muito importante para o Brasil). É com o passar dos anos que a poupança acumula juros e que os anos acumulam os prazos para aposentadoria (outro assunto importante neste novo ano). Com o passar dos anos acumulamos experiências profissionais e de vida. Enfim, por mais que não exista uma crença na mística dos novos ciclos, um novo ano impacta diretamente na nossa vida. E se não fosse por tudo isso, pelo menos pela repetição de datas que inevitavelmente passamos: novas eleições, novas datas comemorativas, novas estações do ano.

Disse tudo isso apenas para defender a validade das expectativas que acumulamos frente à entrada de um novo ano e os costumeiros balanços que fazemos do período que passou. Eu, que desde sempre amo fazer esse tipo de trabalho, estou aqui para, de alguma forma, tornar público o meu balanço pessoal de 2017, com vistas às expectativas para 2018.

Se você estiver com paciência, convido para seguir comigo!

Uma ilha de positividade em um ano desafiador

 

Praia central de Balneário Camboriú

O ano começou de forma divertida e improvisada. Passei a virada acampado em um estacionamento de motor-home no Centro de Balneário Camboriú (SC) sem estrutura alguma para camping. Para vocês terem uma ideia, a porta do banheiro não fechava e, para conseguirmos entrar e sair, precisávamos andar de lado, de tão apertado que estava o espaço. A barraca espremia-se entre os motor-home posicionados estrategicamente um ao lado do outro para que coubessem naquele terreno minúsculo. Ironicamente, esta situação viria a ser uma boa ilustração do ano que estava começando.
Isso porque, apesar das condições precárias, a experiência foi divertida. Não precisei me incomodar com o trânsito porque conseguia fazer tudo a pé, o que me permitiu curtir a praia sem preocupação com a trovoada de fim de tarde e sair à noite sem ter problemas na hora de voltar.

Assim foi meu 2017: as coisas ao meu redor estavam ruindo. O país em crise, desemprego e desaceleração econômica impuseram uma série de aflições e retrocessos sociais (como a reforma trabalhista), as notícias de corrupção, por vezes, chegavam a nos fazer desanimar de trabalhar para construir um país melhor e, inevitavelmente, todos esses fatos acabam por refletir no nosso dia a dia. Guerras, violência e notícias tristes mundo afora me causaram repulsa dos noticiários.
Como de quase todo mundo, minhas finanças estiveram em frangalhos, impondo mais um ano de estagnação financeira, poucas conquistas materiais e muitas dificuldades.

Felizmente, alguns outros acontecimentos favoreceram para que todas essas rés ficassem pequenas diante das coisas positivas. E posso assegurar para vocês que a maior e mais importante conquista de 2017, sem dúvida alguma, foi o financiamento do meu livro, Em Busca do Reinado, que consegui via Catarse. Essa conquista permitiu que eu já tivesse assegurado o primeiro fato positivo de 2018: o lançamento desse trabalho.

Em Busca do Reinado representa um sonho de criança, um projeto que eu venho desenvolvendo há
uma década e que ainda estou trabalhando, porque o lançamento será apenas da primeira parte da história, forçosamente dividida em duas por conta dos custos de produção. Além disso, a campanha para financiamento me permitiu conhecer autores independentes, retomar o contato com meus professores e colegas do ensino fundamental, com pessoas distantes da família e, sobretudo, me sentir amado e especial. Nesse caminho, pude verificar quantas pessoas torcem por mim e acreditam no que faço.

Além dessa inesquecível conquista, tive a felicidade de ser aprovado no vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para cursar licenciatura em Letras e reajustar minha carreira para um rumo que eu entendo como necessário: eu quero ser mais útil, efetivamente, para a construção de uma sociedade melhor e creio que a educação seja o caminho mais adequado para isso. Infelizmente, o jornalismo tem ruído diante da realidade da sociedade (assunto para um novo post do blog, inclusive) e não vejo como, nele, vou conseguir contribuir para um país melhor.

Por conta de algumas felicidades inesperadas, pude fazer algumas reformas urgentes no meu apartamento (não era questão de luxo, mas de necessidade). E por falar em apartamento, pude escriturá-lo. Ainda faltam algumas etapas, mas o principal já foi feito!

E minha felicidade foi mais completa porque pessoas próximas a mim tiveram conquistas importantes: minha irmã começou a faculdade, minha mãe conseguiu se aposentar e o meu namorido, enfim, terminou a faculdade de educação física. Aliás, ele teve um ano incrível de experiências profissionais revigorantes que o permitiram ter ainda mais certeza do caminho profissional que ele escolheu, da educação — o que acabou afirmando para mim mesmo que este é o caminho que quero.

Sem nenhuma ocorrência grave na saúde, com todas as pessoas queridas por mim bem, 2017 entra para a minha história como um ano bem especial, por pior que estivesse o país, o pensamento da sociedade e a situação dos nossos direitos. E ainda que não tenha havido estabilidade financeira, qualquer viagem inesquecível ou coisa do tipo, pude acumular conquistas que me fizeram esquecer os fantasmas que me rodeavam, da mesma forma que as atividades em Balneário Camboriú fizeram menor a falta de estrutura do local em que pousei na virada do ano passado.

E você, já fez o seu balanço de 2017? O ano foi mais positivo ou mais negativo para os seus projetos? Conte nos comentários e vamos dividir experiências!

Independentemente de como tenha sido, faço votos de que em 2018 tenhamos conquistas mais positivas e muitas coisas melhores no lado bom da balança. Temos 365 dias de novas oportunidades. Que elas venham e que sejam maravilhosas!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Gosta de literatura fantástica? Conheça "Em Busca do Reinado"!


Animais Fantásticos e Onde Habitam 2, o segundo filme pós-Harry Potter ambientado no mundo bruxo criado por J. K. Rowling só será lançado em novembro de 2018.



A última temporada de Game of Thrones, outra saga fantástica em alta atualmente, só voltará à HBO em 2019. O sexto livro da série, no entanto, escrita por George R. R. Martin, não tem nem uma previsão exata para chegar ao Brasil.



Do universo da Terra-média, de J. R. R. Tolkien, não teremos mais nada por um bom tempo. Christopher Tolkien, filho do criador de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, lançou agora em 2017 o romance póstumo de seu pai, Beren e Lúthien, e já avisou que, por conta da sua idade avançada, não conseguirá mais editar nada do universo fantástico criado por Tolkien. Novos filmes? Nem pensar! A família não concorda com adaptações. Tradução brasileira para o romance recém-lançado? Também não há previsão.

Diante desses fatos que deixam os fãs de literatura fantástica na expectativa, o jeito é conhecer novas histórias. Longe de se comparar à grandiosidade de qualquer uma dessas três citadas, mas é interessante e importante ressaltar a chegada de uma nova saga ao mercado editorial brasileiro: Em Busca do Reinado.
A história é de autoria de Juliano Reinert, este que vos fala. =)

Se vocês quiserem dar uma chance a Em Busca do Reinado, é só contribuir com a campanha para arrecadação de fundos para publicação do livro no Catarse. É preciso alcançar o valor de R$ 13,8 mil para que o projeto se torne realidade e você possa conferir:

* Uma nova saga fantástica para se emocionar;
* Uma história de alta literatura fantástica brasileira;
* A história de quem foi o Andarilho de Tedawer Lorcb, que dá o título a este blog.

Além disso você:

* Estará auxiliando na concretização de um sonho;
* Estará contribuindo para um autor independente;
* Estará apoiando a literatura brasileira.

Acesse o site da campanha, conheça o projeto e contribua! O livro sai já neste ano! Dá tempo para você conhecer essa nova história e ainda a tempo de retomar as sagas que você mais ama.

Conto com você! =)

APOIE A CAMPANHA NO CATARSE PARA PUBLICAÇÃO DE EM BUSCA DO REINADO!